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09 maio, 2013

O ORVALHO DIVINO




Meu doce Jesus, no regaço da tua Mãe, apareces-me, envolto em luz de amor. O amor, eis o inefável mistério que te exilou da celeste morada... Ah! Deixa-me ocultar sob o véu, que aos olhos humanos Te esconde e junto de Ti, ó Estrela Matutina! Encontrei o meu antegozo do céu.

Desde o nascer de cada nova aurora, quando aparecem os primeiros raios de sol a delicada flor que começa a abrir, esperança  do alto um bálsamo precioso, é o orvalho benéfico da manhã, totalmente cheio de uma doce frescura que produzindo uma seiva abundante do fresco botão faz entreabrir a flor.

Tu és Jesus, a flor que acaba de abrir-se, contemplo-Te no teu primeiro despertar, és Tu Jesus, a deslumbrante rosa, o fresco botão, gracioso e cor de ouro. Os puríssimos braços da tua Mãe querida, foram para ti um berço, trono real, o teu doce sol, é o seio de Maria e o teu Orvalho, o leite virginal!...

Meu Bem-amado, meu divino Irmãozinho, no teu olhar vê todo o futuro, credo por mim deixarás a tua Mãe, o amor já Te impele a sofrer mas sobre a cruz, ó flor desabrochada! Eu reconheço o teu perfume matinal, eu reconheço o orvalho de Maria O teu sangue divino, é o leite virginal!...

Este orvalho esconde-se no santuário, o anjo dos céus contempla-O deslumbrado, oferecendo a Deus a sua oração sublime como S. João, repete: «Ei-l’O aqui», sim ei-l’O, o verbo feito Hóstia, Sacerdote Eterno, Cordeiro Sacerdotal, O filho de Deus, é o Filho de Maria o pão do anjo é o leite virginal.

O Serafim alimenta-se da gloria, no paraíso o seu gozo é perfeito eu, frágil criança, só vejo no cibório a cor, a figura do leite mas, é o leite que convém à infância e o amor de Jesus é sem igual o terno amor! Insondável poder, a minha Hóstia branca, é o leite virginal!...

Santa Teresinha, Recolhido por Fr. Vitor

25 abril, 2013

O Meu Céu!...




Para suportar o exílio do vale das lágrimas, preciso do olhar do meu Divino Salvador. Este olhar cheio de amor revelou-me os seus encantos, fez-me pressentir a felicidade Celeste. O meu Jesus sorri-me quando suspiro por Ele, então já não sinto a provação da fé. O olhar do meu Deus, o seu encantador Sorriso eis o meu Céu!...

O meu céu é poder atrair as almas, sobre a Igreja minha mãe e sobre todas as minhas irmãs, as graças de Jesus e as suas Divinas chamas, que sabem abrasar e alegrar os corações. Posso tudo alcançar quando em segredo falo a sós com o meu Divino Rei, esta doce Oração juntinho do Santuário.

O meu céu está oculto na Hóstia pequenina, onde Jesus, meu Esposo, se esconde por amor. A este Fogo Divino eu vou buscar a vida e nele o meu Salvador ouve-me noite e dia. «Oh! Que feliz instante quando na tua ternura, Vens meu Bem-amado, transformar-me em Ti» esta união de amor.

Sentir em mim a semelhança do meu céu, do Deus que me criou com o sopro poderoso, o meu céu é ficar sempre na sua presença chamar-lhe meu Pai e ser sua filha. Nos seus braços Divinos, no receio, na tempestade, o total abandono é a minha única lei. Dormitar no Seu Coração, bem junto do Seu Rosto.

Encontrei o meu céu na Trindade Santíssima, que habita no meu coração, prisioneira de amor aí, contemplando o meu Deus, repito-Lhe sem receio que o quero servir e amar para sempre. O meu céu é sorrir a este Deus que adoro, quando Ele quer esconder-se para me provar na fé. Sofrer enquanto espero que Ele me olhe de novo.
Santa Teresinha, recolha de Fr. Vitor

11 abril, 2013

Humildade



Ó Jesus! Quando éreis peregrino na terra disseste: «Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e achareis descanso para as vossas almas».

            Ó poderoso Monarca dos céus, sim, a minha alma acha o descanso ao ver-vos, sob a forma e a condição da escravo, abaixar-vos ao ponto de lavardes os pés aos vossos apóstolos. Lembro-me então destas palavras que pronunciastes para me ensinardes a praticar a humildade: «Dei-vos o exemplo para que, aquilo que Eu vos fiz, o façais vós também; o discípulo não é mais do que o Mestre… se compreenderdes estas coisas, sereis felizes ao praticá-las». Compreendo Senhor estas palavras saídas do vosso coração manso e humilde, quero praticá-las como o auxílio da vossa graça. Quero abaixar-me humildemente e submeter a minha vontade à das minhas Irmãs, sem as contradizer em nada e sem procurar saber se elas têm ou não direito. Ó Meus Bem-amado, que doce humilde de coração me apareceis sob o véu de branca hóstia! Para me ensinar a humildade não podeis abaixar-Vos mais, por isso quero, para corresponder ao vosso amor, desejar que as minhas irmãs me deixem sempre no último lugar e convencer-me de que esse lugar é o meu.

            Suplico-Vos, meu divino Jesus, que me envieis uma humilhação sempre que eu tentar elevar-me acima das outras. Ó meu Deus sei que humilhais a alma orgulhosa mas aquela que se humilha dais uma eternidade de glória, quero pois colocar-me no último lugar, participar nas vossas humilhações para «tomar parte convosco» no reino dos céus.

            Mas, Senhor, vós conheceis a minha fraqueza; todas as manhãs tomo a resolução de praticar a humildade e a noite reconheço que cometi ainda muitas faltas de orgulho, ao ver isto sou tentada a desanimar; mas sei que o desalento é também orgulho. Quero pois, ó meu Deus, fundar a minha esperança só em Vós; já que tudo podeis, dignai-Vos fazer nascer na minha alma a virtude que desejo. Para alcançar esta graça da vossa infinita misericórdia repetirei muitas vezes: «Ó Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso!».

Santa Teresinha do Menino Jesus

Recolha de fr. Vítor

26 janeiro, 2013

Faith Night!


Como o próprio nome sugere, queremos experimentar uma noite de fé diferente de outras que vivemos diariamente. Queremos juntar a oração, a música e a animação dos jovens para, juntos, vivermos uma experiência única. 
 
O Encontro terá lugar no antigo convento dos Padres Carmelitas de Fátima, que foi recentemente restaurado e preparada para grupos de jovens, nos dia 16 e 17 de Fevereiro e terá um custo de 20€.
A estadia inclui jantar de sábado, pequeno-almoço e almoço de domingo.

O programa será o seguinte:

Dia 16 (Sábado)

- Chegada a Fátima antes do almoço;
- Almoço Partilhado;
- Apresentação dos grupos;
- Encontro com as Irmãs Carmelitas de Fátima;
- Jantar (incluído na diária);
- Inicio da “Faith Night” (que entrará pela madrugada dentro…);
- A Faith Night terminará com um sarau animado pelos diferentes grupos seguido de um lanche partilhado.

Dia 17 (Domingo)

- Pequeno-almoço;
- Avaliação do encontro;
- Preparação da Eucaristia;
- Eucaristia;
- Foto Final;
- Despedida.


19 janeiro, 2013

Rango: quem sou eu?


Rango (Johnny Depp) é um camaleão da grande cidade que vai parar, após um acidente, em pleno velho oeste, à cidade de Poeira, no deserto Mojave, na Califórnia. De uma hora para outra, a sua rotina de animal de estimação muda radicalmente. Agora ele tem que deixar a sua vida "camuflada" para enfrentar os perigos do mundo real. O mundo real vai fazê-lo experimentar a verdadeira amizade, a inimizade, a verdade, a mentira, a preocupação pelos que ama, a doação, entre muitas outras dimensões da vida real, quando a vida é agarrada, por cada um, com determinação e não apenas com passividade.

O personagem principal sai do comodismo da vida sem sentido, para fazer uma viagem interior, uma viagem de auto-conhecimento, a qual o leva a descobrir o sentido da sua própria vida. Nesta viagem vai descobrir como é necessário sair do seu mundo para descobrir quem é verdadeiramente, por isso é que esta viagem mais do que exterior é interior. Rango deixa a sua vida quotidiana para se encontrar com o seu verdadeiro "eu". "Quem sou eu?" É a pergunta que atravessa toda a história deste camaleão, profissional em escolher a personagem que mais se adapta ao meio em que se encontra.

A descoberta do seu verdadeiro "eu", vai levar Rango a descobrir que cada pessoa tem um papel importante na sociedade e na construção da mesma, um papel muito concreto. Por mais simples que seja a nossa contribuição para a sociedade, quando ela é feita com verdade, pode provocar uma mudança no rumo da sociedade. A tradição judaica costuma dizer: "Salva um homem e terás salvo toda a humanidade". 

A vida real demonstra-nos que a melhor forma de estar, seja em que meio for, é sendo aquilo que somos verdadeiramente. E só saberemos o que somos verdadeiramente, quando permitirmos a nós próprios ouvir a interpelação que o outro me faz, na suas pobreza e fragilidade. O outro precisa da minha ajuda e clama pelo meu auxílio, mesmo quando esse outro não admite de consciência que precisa de ajuda. Tal como Rango, deixemos que a vida nos interpele e que nos leve ao encontro da necessidade do outro, dos outros; deixemos que a vida nos leve a descobrir quem realmente somos no encontro com o outro. Este encontro só tem lugar quando cada um de nós sair da sua própria casa, do mundo que construiu para si mesmo.




11 janeiro, 2013

08 janeiro, 2013

Encontro de Noviços: passo a passo (II)

"Todos fomos criados para participarmos da felicidade de Deus; os caminhos, porém, são diversos!"




"O amor só pode ser pobre!"

30 dezembro, 2012

Família, imagem viva da eterna comunhão de amor



                Com a celebração do Natal do Senhor, a Igreja leva-nos a contemplar como Jesus assumiu a realidade da vida humana na sua integralidade, sendo este o sentido mais profundo da Encarnação. Ora, é dentro da Oitava do Natal do Senhor (oito dias que são um só dia: o dia do Nascimento do Senhor), que a Igreja, qual sábia mãe, conduz-nos pela sua mão litúrgica a contemplar um aspecto fulcral da vida humana: a vida familiar. Assim, Liturgia e vida andam de mãos dadas: nestes dias em que a família se reúne e se alegra, a Liturgia convoca-a para descobrir, à luz do lar de Nazaré, a sua identidade.

                Na oração conclusiva da Oração Universal, a Liturgia, ainda que ao de leve, deixa-nos um aspecto fundamental para que a família descubra a sua identidade. A oração diz o seguinte: “Senhor Deus, que em Jesus, Maria e José nos destes uma imagem viva da vossa eterna comunhão de amor,…”. Sim, a família é e está sempre chamada a ser “imagem viva” da vida da Trindade (Pai, Filho, Espírito Santo), uma vida que é “eterna comunhão de amor”. Assim, o primeiro traço identitário da família é SER (não fazer ou aparecer!) imagem VIVA, ou seja, na vida, em cada gesto, atitude, olhar ou sorriso, oferecer a água viva da eterna comunhão de amor que é Deus. A família é uma fotografia de Deus: os filhos e toda a sociedade, ao olharem para a família, devem sentir-se “obrigados”, pela comunhão de amor por eles manifestada, a olhar para o alto e contemplar a fonte de tal comunhão. Para SER esta IMAGEM VIVA da vida da Trindade, São Paulo, na sua Carta aos Colossenses (Col 3, 12-21), oferece um “programa familiar de vida”: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência, perdão, e, como valor máximo, o amor. É interessante a expressão paulina: “revesti-vos da caridade”. Sim, revestir-se é colocar algo por cima de algo; ou seja, é possível viver a caridade familiar, apesar dos defeitos, manias, erros, faltas de cada um dos seus membros: basta que cada um, por cima de tudo isso, se revista de caridade, ou seja, que coloque, acima de todas estas coisas menos boas, a caridade, que tudo apagará e transformará.

                A preciosa página do Evangelho (Lc 2, 41-52) diz-nos algo também fundamental neste Ano da Fé. A família perde Jesus (embora haja quem diga que foi Ele que fugiu!). Perdido ou fugido, o que interessa é que aquela família já não tinha Jesus. E quantas das nossas famílias fazem, como José e Maria, não um mas muitos dias de viagem sem Jesus?! Deus torna-se uma questão superficial, algo não falado, não discutido, não apresentado, ou seja, ausente! Pela brevidade exigida, este não é o momento para falar desta “saída de cena” de Deus da vida familiar. No entanto, as famílias que se apercebem do quão perigosa é esta saída, encontram nesta perícope evangélica uma solução: voltar atrás! Sim, nunca é tarde para voltar atrás e procurar Jesus, procurar a vida em plenitude oferecida por Deus Pai no seu Filho Jesus. E, ao encontrar Jesus, como permanecer com Ele? É fácil: como Ele e com Ele, “estar na casa de meu Pai”. Outras traduções, em vez de “estar na casa”, propõe “estar ocupado das coisas de meu Pai”. Seja qual for a tradução, o sentido é claro: o compromisso com a comunidade cristã, família mais alargada, habitação de Deus Pai, seja ela paroquial ou religiosa, é o caminho seguro para permanecer com Jesus.

                Paulo VI dizia: “A família é a célula da sociedade”. Se a sociedade está mal, é porque a família está mal. E quantas vezes as guerras e a pobreza de amor em nossas casas são maiores que as que vemos na televisão?! Pois bem: em vez de, prioritariamente, nos queixarmos do estado da sociedade e do mundo, da guerra, da pobreza, paremos e CUIDEMOS DA NOSSA FAMÍLIA, velemos pelo seu estado, acabemos com as suas guerras, saciemos a sua pobreza de amor. Para o Novo Ano, em vez de pedirmos a paz para lá longe (que também a devemos pedir!) e dinheiro e saúde, porque não pedimos forças e coragem para melhorar a nossa família?
               
                Família, se quiseres ser família, imagem viva da eterna comunhão de amor, procura Jesus e permanece com Ele!

Os Noviços

28 dezembro, 2012

VIGÍLIA DE ORAÇÃO COM SANTA TERESINHA





Após o início do noviciado, no 2 de Setembro de 2012, no dia 1 de Outubro, nós, os noviços, organizamos uma vigília de oração com Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, com os cristãos da paróquia de Avessadas e de Rosem.  

O tema desta vigília foi “Orar Com Santa Teresinha”. A vigília decorreu num dos claustros do convento. Neste ambiente tão propício para a oração e para o silêncio. O mundo de hoje não entende a oração, porque não entende o silêncio, não entende esse momento em que prescindimos das palavras, dos movimentos exteriores e interiores, em que descemos ao mais íntimo de nós mesmos, a esse espaço intimíssimo, onde, além de nós, nenhuma outra pessoa pode entrar. É nesse espaço mais íntimo que vemos quem somos, que vemos como somos, que nos apercebemos do rumo dos nossos passos, do sentido do nosso caminho. Só no silêncio é que podemos sentir e contemplar a Deus no nosso interior. 

O barulho do nosso dia-a-dia, muitas vezes, impede-nos de meditar. Não fazemos silêncio porque temos medo do silêncio, porque temos medo de ver quem somos, como somos; temos medo de que as nossas máscaras caiam e tenhamos que nos confrontar com a nossa pequenez, que tantas vezes mascaramos com soberbas e orgulhos; temos medo de perceber o sem sentido dos nossos passos; temos medo de ouvir as nossas palavras tantas vezes hipócritas; temos medo de ver que deixamos de olhar aqueles que mais nos amam; temos medo de sentir os impulsos de desamor do nosso coração. Eis que o silêncio se torna, assim, a mais eloquente melodia: a melodia dos nossos acertos e desacertos, das nossas harmonias e desarmonias. Indo mais profundo, descobrimos que o nosso coração, o nosso olhar e o nosso falar são chamados a mais, são convocados para “algo mais”, que não encontramos no decorrer habitual do nosso mundo. Mas, tantas e tantas vezes, este apelo a “algo mais” fica esquecido, como esquecida fica aquela pequena flor que um dia nos espantou. 

«A oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria; enfim, é algo de grande, de sobrenatural, que me dilata a alma e me une a Jesus» (História de uma alma, Ms C25 rº-vº).

Esta vigília encerrou com o evangelho de são Lc 11, 9-13 proclamado pelo Pe. Superior do Convento de Avessadas, Santuário do Menino Jesus. Este evangelho exorta-nos a orar ao Pai incessantemente, pois Ele sempre atende aqueles que se Lhe dirigem. Ele não deixa de enviar aos seus filhos o Espírito Santo, o qual nos ensina a orar e que ora connosco ao Pai, para que um dia cheguemos à perfeita união de amor com Deus, para que cheguemos a participar verdadeiramente da natureza divina.

Fr. Eugénio e Fr. Vitor

27 dezembro, 2012

Tomada de Hábito



Actualmente, está a decorrer no convento dos Carmelitas Descalços, em Avessadas, uma etapa de formação chamada noviciado. Esta etapa é uma experiência de vida religiosa para candidatos a esse mesmo estilo de vida. 

Apesar destes já terem passado por uma etapa de formação que os insere na vida religiosa, chamada postulantado, o noviciado marca o início da sua caminhada como religiosos. Ao final do noviciado, os jovens estudantes realizam a sua consagração a Deus e ao serviço ao próximo através dos votos simples. Estes são a promessa de manter durante toda a sua vida, como religiosos, os conselhos evangélicos.

O noviciado também é marcado pela forte formação espiritual dos candidatos e pela sua total integração na vida religiosa carmelita. Esta etapa tem início com uma cerimónia muito especial para os candidatos à vida religiosa, chamada Tomada de Hábito. Esta cerimónia consiste na recepção formal dos candidatos pelo Provincial da Ordem em Portugal. Nesta cerimónia, os noviços são revestidos com o hábito da Ordem dos Carmelitas Descalços.

Nós, os noviços que agora estamos em Avessadas em formação, recebemos o hábito no dia 2 de Setembro deste ano. Foi um dia muito especial para nós, pois tratou-se do início, pelo menos um início mais palpável, da nossa consagração a Deus. Ao sermos acolhidos pela Província Portuguesa OCD, fomos também acolhidos pela Virgem Maria, de quem trazemos agora o hábito. Com este ano de formação, preparamo-nos para nos consagrar a Deus e ao serviço da Igreja, fazendo parte desta família religiosa que é o Carmelo Descalço, adquirindo a sua herança espiritual, experiencial, histórica,...

O Pe. Provincial, o Pe. Joaquim Teixeira, nesta cerimónia, inspirado por uma passagem do livro de Samuel (3, 1-10), exortava-nos a nos deixar conduzir por aqueles que o Senhor da Messe pôs à nossa frente para nos ajudar a caminhar. E, neste sentido, procurou, ainda, demonstrar os benefícios de se deixar ajudar por aqueles que já têm experiência de resposta a Deus, por aqueles que já deram uma resposta a Deus e que vivem já numa crescente intimidade com Deus.


Noviços

26 dezembro, 2012

Retiro para a tomada de hábito.




O início do noviciado é marcado com a tomada de Hábito, mas antes da tomada hábito há um retiro de preparação para a nova etapa de formação que se começa. O grupo de noviços actual fez o seu retiro em Segóvia, no convento dedicado a S. João da Cruz, de 25 de Agosto a 1 de Setembro de 2012. Este retiro foi orientado pelo mestre de noviços, o Fr. Vasco.

Aproveitando a ida a Espanha, fez-se uma paragem na cidade natal (Ávila) da nossa fundadora Santa Teresa de Jesus. Assim, nós, os noviços, tivemos a oportunidade de conhecer esse espaço tão percorrido e tão cheio de lembranças da nossa Santa Madre. Visitamos alguns pontos mais importantes da vida de Teresa: a casa em que nasceu, a Encarnação (convento em que se tornou freira), S. José de Ávila (o primeiro convento da reforma/fundação dessa nossa vida da Ordem do Carmelo Descalço).

Esta paragem foi na ida para Segóvia. No regresso, a paragem foi em Alba de Tormes, local onde morreu Santa Teresa de Jesus, em Outubro de 1582, quando regressava a Ávila da fundação de Burgos. Em Alba de Tormes, visitamos o convento em que morreu a Santa e o primeiro convento Carmelita em honra de S. João da Cruz. O convento em que morreu Teresa é uma fundação da própria Santa e é lá que estão os seus restos mortais. Aqui também se pode encontrar um museu onde estão expostos vários objectos da época e até utilizados pela Santa.

O retiro teve como cenário um espaço que também nos é muito querido, como carmelitas que somos. Este convento de Segóvia foi fundado por S. João da Cruz e habitado por ele durante alguns anos. Em cada recanto do convento, cruzamo-nos com uma obra do seu tempo, algumas delas, provavelmente, feitas por ele. Enfim, respira-se no ar o espírito Sãojoanista, o desapego de tudo para chegar ao Todo, a contemplação da natureza como meio para chegar a Deus.
Neste ambiente SãoJoanista, o Pe. Vasco fez-nos uma apresentação dos objectivos do noviciado, dos métodos a usar e do programa a seguir (horário comunitário, programação das aulas, retiros, passeios, etc..) 

Após esta introdução, começámos o retiro propriamente dito. As reflexões que nos foram apresentadas iam na linha do sentir-se chamado a servir Deus e aos outros dentro e através do carisma teresiano. Teresa apresenta-nos o seu carisma baseado em três pilares centrais: oração, comunidade, apostolado. E apresenta-nos um conjunto central de virtudes que unem e alimentam esses três pilares carismáticos, a saber: "amor de umas(uns) para com as(os) outras(os)", "verdadeira humildade" (= "andar em verdade", perante si próprio e perante Deus) e "desapego de todo o criado" (liberdade). 
O Pe. Vasco apresentou-nos uma reflexão do carisma teresiano, pondo o acento na liberdade/desapego. Porque o "estar no mundo sem ser do mundo" é uma das partes mais difíceis de enfrentar na Vida Religiosa, mas que se torna fácil se, de facto, somos e nos deixamos ser apanhados pelo amor de Jesus.

Noviços

20 dezembro, 2012

"Procurando entrar nos átrios da casa do Senhor"


Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar”(Gn 12,1). 
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei” (Mt 11,28).



O meu nome é Vitor Boavida Soares. Sou de Timor-Leste, Distrito de Aileu, Concelho de Aileu, Vila e Freguesia de Hoho-lao, e tenho 24 anos. Em casa, éramos 11 irmãos e vivíamos num ambiente religioso promovido pelos nossos pais. Nossa Senhora do Rosário tinha um lugar de destaque na nossa família, aliás como em toda a população da nossa terra, de quem é Padroeira. Alimentávamos a fé através da oração diária, da Eucaristia anual e da celebração da Palavra. Sim, Eucaristia anual, porque na minha terra só há uma vez por ano. Fora disso, o que há, são Celebrações Dominicais da Palavra.

Recordo-me que, quando eu era criança, mais ou menos com a idade de 8 ou 9 anos, a minha irmã começou-me a convidar para ir com ela ensaiar os cânticos da Eucaristia. Olhando para trás e pensando no que, então, ia sentindo, vejo, agora, como todos esses momentos foram fundamentais para eu chegar até este dia. Vejo, claramente, a mão de Deus por detrás de todos eles, uma mão que me ia conduzindo e apontando um caminho a seguir.

Parece que a Eucaristia era um sacramento importante para eu escutar e perceber melhor a voz de Deus… E, assim, ao terminar a escola primária e ao fazer a passagem para o pré-secundário, algo, neste sentido, veio a mudar nos meus dias. Depois de me ter atrevido durante algum tempo a levantar-me cedo para me deslocar para o Ciclo Preparatório, que ficava a duas horas de minha casa, fazendo o percurso a pé, lá me decidi a ficar em Aileu, por seis anos, em casa duma tia. Nesse tempo aí passado, não só tive a oportunidade de me abeirar mais assiduamente da mesa da Eucaristia, mas também de me tornar ministro do altar do Senhor, exercendo o serviço de acólito que outros meus colegas já exerciam. 

Digo-vos que o Senhor da Messe sabe muito bem como nos chamar, pois esse primeiro dia de serviço do altar, a 12 de Novembro de 2005, foi passado numa imensa alegria e com uma especial vontade de entrega a Deus e à Igreja.

Terminado o 12º ano em 2009, proporcionou-se um encontro com uma Irmã Carmelita de Clausura, que me falou desta Ordem, a respeito do seu Carisma e Espiritualidade, dando-me, inclusive, a conhecer os seus santos e a sua missão na Igreja. Tive mais algum encontro e diálogo com ela, e, a seu tempo e por seu intermédio, vim a estabelecer contacto com os carmelitas de Portugal, os quais me prestaram vários tipos de acompanhamento e discernimento da minha vocação e me fizeram vir até eles. Depois de ter feito cá as primeiras etapas de formação, Aspirantado e Postulantado, encontro-me a fazer o Noviciado na comunidade de Avessadas, Marco de Canaveses, etapa que me permite conhecer melhor o estilo de vida desta Ordem e compreender se é, de facto, por ela que o Senhor me chama a uma opção fundamental na Sua Igreja.

O Noviciado começou no dia 02 de Setembro de 2012. Nesse mesmo dia, recebi o Hábito Carmelita, juntamente com mais três jovens como eu. Desde então, sinto-me muito contente pelo que o Senhor vem realizando em mim e por Maria me ter dado o Seu manto para me cobrir. Tenho impressão que o meu contentamento não anda muito longe do estado de alma de Teresa de Jesus, quando ela diz: «Ao vestir o hábito: logo o Senhor me deu a entender como favorece aos que se esforçam para O servir. Isto ninguém percebeu em mim, mas sim uma grandíssima vontade. Na altura, deu-me um tão grande contentamento de ter aquele estado, que nunca jamais me faltou até hoje» (Vida 4,2).

Fr. Vitor

19 dezembro, 2012

"Servo do Amor"


“E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna” Mt19,29; “toma a tua cruz segue-me” “Vinde e vereis” (Jo 1,39).


Paz e Bem! Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Quero partilhar algo que está no meu coração sobre a minha caminhada vocacional. Somos convidados a reflectir sobre a nossa vocação, pois todos nós trazemos uma vocação específica. Claro que a nossa primeira vocação é o Amor, viver uma vida santa, pois somos filhos de Deus, o Santo dos Santos. 

Chamo-me Eugénio Romão Barreto, sou de Timor-Leste, tenho 28 anos, somos dez irmãos e eu sou o segundo filho entre os dez. Lembro-me de ter tido uma infância feliz. Brinquei muito com os meus irmãos e primos. Hoje, à medida que o tempo passa, compreendo melhor a graça que é a família que Deus me deu. Foi dela que recebi muito do que me tornei, sobretudo dos meus pais.

Foram eles que com paciência – muita! – me ajudaram a crescer, a pouco e pouco, nas virtudes humanas e cristãs. Fui baptizado no dia de São Miguel Arcanjo, na capela de Besilau, paróquia São Francisco Xavier, Dare, Díli, Timor-leste 

Os anos foram passando e sentia um chamamento que tocava o meu coração; mas não sabia quem me chamava…Certo dia, na Missa de são Miguel Arcanjo, fui escolhido para acolitar – se, realmente, eu acreditasse no que fazia durante a Missa! – a resposta foi rápida e afirmativa, e ainda hoje me lembro desta cena. Foi uma profissão de fé, consciente e voluntária, que deu origem a uma certa viragem na minha relação com Deus. A partir daquele dia, tudo passou a ser feito com mais vontade e convicção. 

Em minha casa, infelizmente, não tínhamos o hábito de rezar o Terço em família. Digo isto porque o Terço também foi como que um segundo empurrão na minha relação com Jesus e Maria, numa altura em que estava já a estudar na Universidade.
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Um belo dia, fui convidado para ser animador de Taizé na universidade. Foi uma experiência nova e muito marcante, pois convivi com muitos jovens que viviam a sua fé com muita alegria. Num dos dias da universidade, quando estávamos todos a partilhar as conclusões de um tema em que tínhamos reflectido em pequenos grupos, lembro-me de ter tomado a palavra e ter relembrado aquelas palavras de Jesus: “vinde e vede”. O padre que nos acompanhava perguntou-me, logo de seguida, se eu gostava de rezar à maneira de Taizé. Eu tive que admitir publicamente que não rezava à maneira de Taizé, mas rezava o terço com a minha família. Éramos para aí umas quarenta e sete pessoas. Foi humilhante, mas muito salutar. Esta ocasião levou-me a começar a rezar o terço diariamente, graças a Deus, até hoje.

Depois desta actividade, comecei a envolver-me em vários Movimentos Eclesiais que também me ajudaram muito a crescer na minha vocação. Primeiro foi o grupo de acólitos, depois o Grupo de Jovens de São Francisco Xavier e, além destes, o grupo vocacional organizado por uma religiosa. Foi tudo muito bom. No grupo vocacional, fui conhecendo melhor a Palavra de Deus que queimava cá dentro...

Um dia, um colega convidou-me a participar no aniversário dele e escolheu-me para dirigir a oração. Depois de terminar a oração, um dos presentes levantou a voz e disse: “tu pareces um padre a falar”. Confesso que eu ficava um bocado irritado com isso porque Deus tinha-me mostrado que nos chama a todos a sermos santos e que, portanto, todos deveríamos ter zelo e empenho pelas coisas do Senhor e pela salvação das almas e não apenas os padres e as freiras. Para além disso, tinha alguns sonhos que sabia serem compatíveis com a santidade. E o Senhor também me tinha feito perceber que, nos tempos que vivemos, eram necessários santos no meio do mundo, com uma vida normal e, ao mesmo tempo, heróis que brilhassem como estrelas no meio das trevas que nos rodeiam. Esta é a luz que o Senhor me deu acerca da vocação.

Nessa altura, tinha o bom hábito de, antes de me deitar, ler uma pequena passagem do Novo Testamento. Lia continuadamente, ou abria uma passagem ao acaso. Em certas alturas, quando me questionava acerca da Vontade de Deus para mim, fazia uma pequena oração ao Espírito Santo, pedindo-lhe que me iluminasse, e abria o Novo Testamento ao calhas. Parecia incrível – mas a Deus nada é impossível! -, mas saía-me com frequência a passagem “vinde e vereis” (Jo 1,39). E assim comecei a acreditar que a minha vocação seria a alegria da minha alma, a força da minha vida e a esperança para o meu futuro.

Continuei com os estudos. Fiz então uma espécie de contra-proposta a Jesus: não vou terminar o meu curso, porque quero seguir-te (faltavam-me dois anos). Por essa altura, creio que já ia Missa todos os dias, confessava-me de três em três meses e rezava o terço. Foram conselhos que tomei como vindos da Virgem Maria e que mudaram muito a minha vida. Com o passar do tempo a ideia de ser o religioso deixou de ser incómoda e passou a ser o caminho para seguir Jesus incondicionalmente e oferecer toda a minha vontade, todo o meu coração a Nossa Senhora do Carmo. 

“O amor é fonte de todas as coisas e só o amor vence a violência da vida.” (Edith Stein)

Fr. Eugênio

18 dezembro, 2012

História de amizade em história de amor transformada!


Grava-me como selo em teu coração, como selo no teu braço,
porque forte como a morte é o amor.
Nem as águas caudalosas conseguirão apagar o fogo do amor,
nem as torrentes o podem submergir.
(cf. Ct 8, 6)

Olá! Que Cristo esteja contigo! Gostaria de partilhar contigo uma história de amizade a caminho para ser uma história de amor: a minha história vocacional. Falar da vocação é trazer à luz do dia a pérola preciosa e de grande valor que foi colocada no coração, e isso é sempre um tanto ou quanto difícil; mesmo assim, não consigo resistir em contar-ta.

Chamo-me Renato, tenho 20 anos e sou natural da Vila Nova, um belo recanto da Ilha Terceira (Açores). É preciso recuar ao dia 23 de Junho de 1991 para começar a contar a minha história: quando o Paulo e a Natal disseram um sim que até hoje permanece! De facto, quando naquele Maio de 1992, abri os olhos para este mundo, fui recebido num lar onde o amor podia ser visto em cada gesto dos meus pais para comigo e, depois cinco anos mais tarde, para com a minha irmã. E fui crescendo! Cresci a gostar de participar na Eucaristia Dominical, a gostar de rezar, a gostar de obrigar os meus primos e vizinhos a brincar comigo às procissões, a gostar de ler coisas sobre Deus, e a dizer, lá de vez em quando, que queria ser padre. No entanto, enquanto ia crescendo, embora o gosto não desaparecesse, o dizer que queria ser padre foi algo que, com a vergonha, foi ficando cada vez mais só no íntimo do meu coração; até que o fui tentando esquecer.

Enquanto fui crescendo, fui-me integrando na minha comunidade: primeiro no grupo de crianças, depois no grupo de oração, a seguir no grupo de jovens, no curso bíblico, e ainda na catequese, e depois na organização de retiros e outras actividades… E como era feliz! Vivia em amizade com Jesus; uma amizade alimentada na oração, provocada pelo trabalho pastoral, aumentada pelas pequenas contrariedades que ia encontrando, clarificada pelas pessoas que viviam com as mesmas ânsias do que eu. Esperava a cada momento uma palavra de Jesus, em que me manifestasse qual era a sua vontade para mim.

Na altura de escolher a área de estudos para o Secundário, deparei-me de frente com a questão do futuro e da vocação: era necessário preparar caminho para aquilo que Jesus me pedisse; eu não poderia recusar! Não posso esquecer as longas conversas com o meu pároco, o Pe. Francisco, e com alguns amigos e familiares, principalmente a minha mãe, sobre este tema. E comecei a fazer um discernimento vocacional mais sério, a buscar calar a minha voz e deixar falar a voz de Deus. Sentia que Ele me chamava: “cuida do teu povo!”. Sim, a minha primeira vocação é a vocação ao serviço, em clave de amor, ao povo de Deus. Mas esse “teu povo” era, no meu curto horizonte, o povo da minha terra, ou no máximo, da minha diocese.

Até que um dia, Deus abriu-me os horizontes, através do meu director espiritual: porque não experimentar a vida religiosa? Entrei em contacto com os Carmelitas e descobri a beleza do carisma legado por Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz: oração, comunidade e apostolado. A 15 de Outubro de 2010, iniciei o meu postulantado (primeiro período de experiência), no Convento Stella Maris (Porto). Foram dois anos de forte experiência do carisma teresiano. No meio de algumas dúvidas e incertezas, caminhei até à entrada no noviciado (2 de Setembro de 2012).

O que se passou nestes dois anos de vida carmelitana? É quase impossível descrever! A primeira experiência foi a de “deixar”: a família, a comunidade, os amigos, a terra; e, a um nível mais profundo, aquilo que eu pensava ser a vontade de Deus. Afinal, aquele “teu povo” eram e são todos os homens e mulheres, de todos os pontos do globo! Abri os olhos e vi-me com os braços cheios de pessoas de quem tinha que cuidar! Mas ainda faltava algo… faltava a peça central do puzzle!

E é isto que, de uma maneira mais radical, estou a começar a descobrir: a vocação a entregar-me a Deus. Sim, Deus pede-me a vida para Ele, como o amante pede a vida da amada, pede-me todo para Ele, na expressão concreta dos votos de pobreza, castidade e obediência. Só depois de me unir ao Amado, de me centrar no essencial, poderei cuidar de tantos e tantas que precisam encontrar esse amor.

No fundo, foi o amor a chave que me fez compreender a minha vida. Para mim, amar é “dar tudo e dar-se a si mesmo” (Sta. Teresinha). Sim, dei a Deus/deixei (não os abandonando, claro!) a minha família, a minha comunidade, os meus amigos, a minha terra, não porque não os ame ou não me sinta amado, mas porque encontrei um Amor Maior, tal como os amantes deixam as suas casas porque encontram um amor maior do que todos os amores. E agora vivo na busca de dar-me a Deus, de entregar a totalidade da minha vida, do meu amor Àquele que me amou. Sim, vivo a abrir-me à beleza transformante da epifania do Amor, manifestada na Cruz. Ainda não me entreguei totalmente a Ele, nem Ele a mim, é certo! Mas, ainda no anoitecer da minha procura (sim, porque é de Noite que se procura o amado!), os que já o encontraram e vivem em união de amor com Ele – Sta. Teresa de Jesus, S. João da Cruz, Sta. Teresinha, Sta. Teresa Benedita da Cruz, B. Isabel da Trindade -, ao comunicar-me a sua experiência, fazem-me ter a certeza de que é Ele o que o meu coração procura.

Mas desengane-se quem pensa que sou um homem maduro e muito silencioso, do qual mal se nota a presença! Sou um jovem que, como tantos outros, gosta de rir, conversar, estar com os amigos e com outros jovens e fazer festa. Sou um jovem que vive feliz na nova família que Deus lhe deu: a multidão de irmãos carmelitas, na expressão concreta da comunidade onde estou, que faz cada dia ser mais alegre. Sou um jovem que, no meio das dúvidas e certezas, vai, por montes e ribeiras, à procura do Amor, vendo a sua história de amizade com Jesus ser transformada em história de amor.

Fr. Renato