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26 janeiro, 2013

Faith Night!


Como o próprio nome sugere, queremos experimentar uma noite de fé diferente de outras que vivemos diariamente. Queremos juntar a oração, a música e a animação dos jovens para, juntos, vivermos uma experiência única. 
 
O Encontro terá lugar no antigo convento dos Padres Carmelitas de Fátima, que foi recentemente restaurado e preparada para grupos de jovens, nos dia 16 e 17 de Fevereiro e terá um custo de 20€.
A estadia inclui jantar de sábado, pequeno-almoço e almoço de domingo.

O programa será o seguinte:

Dia 16 (Sábado)

- Chegada a Fátima antes do almoço;
- Almoço Partilhado;
- Apresentação dos grupos;
- Encontro com as Irmãs Carmelitas de Fátima;
- Jantar (incluído na diária);
- Inicio da “Faith Night” (que entrará pela madrugada dentro…);
- A Faith Night terminará com um sarau animado pelos diferentes grupos seguido de um lanche partilhado.

Dia 17 (Domingo)

- Pequeno-almoço;
- Avaliação do encontro;
- Preparação da Eucaristia;
- Eucaristia;
- Foto Final;
- Despedida.


14 janeiro, 2013

Vigília com São João da Cruz


No dia 15 de Dezembro, aqui no Convento do Menino Jesus de Praga, desenrolou-se uma vigília de oração com São João da Cruz. Esta vigília foi concebida com a participação do grupo de jovens GPS para as crianças dos vários grupos de catequese da paróquia de Avessadas.

Ao longo da vigília, fomos entrando na experiência de Deus através dos ensinamentos de São João da Cruz. O homem, que se depara com o seu nada e com o sem-sentido da vida, orientado, simplesmente, para o materialismo, muitas vezes, dá-se conta do vazio que há em si. Umas vezes, ele procura encher esse vazio com mais e mais bens materiais, e, outras vezes, dá-se conta de que, por mais que se encha desses bens, nunca poderá preencher essa falta que leva dentro de si.

Há pessoas que, ao dar-se conta deste vazio, compreendem que há Alguém que as pode preencher, compreendem que estão vazias, porque esse lugar pertence a Alguém que é quem dá sentido à existência humana. Muitas das experiências de fé começam, precisamente, pelo dar-se conta de se ser incompleto. Muitas pessoas sentem-se, realmente, tocadas por Deus neste vazio existencial e saem ao Seu encontro.

São João da Cruz propõe-nos um caminho espiritual semelhante. Entremos dentro de nós e vejamos como estamos ocos, como nos falta algo e dediquemo-nos a procurar Deus, o único que pode dar sentido a esse vazio. Esta busca tem que se dar pela oração e pelo esforço humano de melhorar o que é a acção, sempre com o intuito de ir ao encontro dos outros, que clamam por nós, que clamam por ajuda.

A oração é uma relação que se estabelece com o próprio Deus, relação que nos leva a encontrarmo-nos a nós mesmos, relação que nos leva a sair de nós para ir ao encontro das necessidades do outro, relação que nos leva a ser verdadeiramente humanos, a ser aquilo para que fomos criados: seres livres e em comunhão com Deus.

Noviços


11 janeiro, 2013

08 janeiro, 2013

Encontro de Noviços: passo a passo (II)

"Todos fomos criados para participarmos da felicidade de Deus; os caminhos, porém, são diversos!"




"O amor só pode ser pobre!"

03 janeiro, 2013

Vigília de oração com Santa Teresa



No passado dia 20 de Outubro, nós, os noviços, em colaboração com o grupo de jovens GPS da paróquia de Avessadas, dirigimos uma vigília de oração, com o intuito de assinalar a solenidade de Santa Teresa de Jesus, a 15 de Outubro. Esta vigília aconteceu alguns dias após a solenidade, para que se pudesse reunir os jovens do grupo.

Uma vez que esta vigília era destinada a orar com Teresa de Jesus, fundadora desta grande família, que é o Carmelo Descalço, a oração não poderia deixar de a ter por tema. Assim, todos procuramos fazer um percurso com Santa Teresa, que nos explicou toda a dinâmica da oração como história de amizade com Deus. Na preparação da vigília, tivemos em conta, essencialmente, a sua definição de oração (“oração […] não é mais do que uma relação de amizade, estando muitas vezes a sós, com Quem sabemos que nos ama” V 8, 5) e os quatro graus de oração, que marcam as principais etapas no aprofundamento da intimidade com Deus.

Neste sentido, procuramos aproveitar os espaços da mata que retratam, precisamente, estes quatro graus de oração, que são também uma comparação com os quatro modos de regar. O primeiro grau da oração é o poço: o orante que inicia o caminho de oração ainda se sente muito longe de Deus e para conseguir orar precisa de pôr muito trabalho da sua parte, o qual consiste, essencialmente, em se determinar a responder de todo o coração ao amor infinito que Deus lhe tem, tal como o jardineiro que tem que, determinadamente, atirar o balde ao poço para tirar água, puxá-lo e levar a água até às plantas que precisam de ser regadas. 

Segue-se a nora de alcatruzes: tal como o jardineiro tira mais água e com menos trabalho, assim também o orante começa a sentir Deus cada vez mais perto de si e torna-se também mais consciente do grande amor de Deus por ele. A tensão amorosa entre Deus e o orante começa a tornar-se cada vez mais intensa.

Haverá menos trabalho da parte do jardineiro e do orante, se a água provém de uma fonte ou de um rio, porque basta encaminhar a água até ao sítio devido. Neste terceiro grau da oração, o próprio Deus começa a fazer-se presente ao orante, tendo este menos trabalho em procurar Deus, que não pode ver nem sentir com os seus sentidos exteriores. Este grau de oração é também significado de uma grande intimidade entre Deus e o orante, resultado de um esforço do orante por corresponder ao amor que lhe vem de Deus, esforço que é cada vez mais determinado, porque o orante começa a receber o fruto que deseja, a proximidade com o seu Criador.

Contudo, há mais uma forma de regar o jardim: a chuva. Então não há trabalho nenhum do jardineiro, nem do orante, que, simplesmente, vê o seu Senhor a fazer brotar as flores do seu jardim, no qual Ele se vem deleitar com os preciosos perfumes das flores.

Esta comparação expõe o orante como jardineiro que tem por função cuidar do jardim, que é a sua própria alma. Neste jardim, estão as sementes que darão origem às plantas e, posteriormente, às flores. Estas últimas são as virtudes. Destas flores, exala o perfume que deleita o Senhor do jardim, Deus. O jardineiro tem que regar as sementes e as plantas para que elas cresçam até que floresçam as flores, as quais têm que continuar a ser regadas, para não secarem. A água que alimenta as virtudes é o amor que procede da relação amorosa entre a Pessoa de Deus e a pessoa do orante. Este amor é uma “dupla corrente” entre Deus e o orante, pois o amor é dado por Deus a todo o ser humano, mas para que este amor se complete, perfeitamente, necessita de uma resposta afirmativa do orante. Deste modo, estabelece-se entre o orante e Deus uma tensão amorosa que os aproxima cada vez mais. Quanto mais intensa é a resposta do orante, mais intensa é a intimidade entre Deus e o orante; e quanto mais intensa é a intimidade, mais intensa é a resposta do orante a Deus. Desta tensão amorosa crescente resulta a simplificação da pessoa do orante e, como consequência, desenvolvem-se no orante as virtudes.

Teresa não nos escondeu que orar é difícil, porque é difícil ser simples a quem leva tanta experiência em ser complicado. O homem à medida que se torna mais complexo, com o processo normal de crescimento, também se torna mais complicado e isso dificulta-lhe o contacto com o Transcendente, com o absolutamente Outro que o interpela. Assim, todo o trabalho do orante para chegar à intimidade de Deus resume-se a um processo de simplificação que se torna sofrido pela resistência, consciente ou inconsciente, do orante à simplificação. O agente principal desta simplificação é Deus, o orante só tem que se abrir e dar o seu consentimento à acção de Deus em si. Mas Teresa também garante que a todo aquele que se determina a empreender esta relação de amizade com Deus, Deus não o abandona, nem o deixa morrer à sede, ou seja, não o deixará morrer sem o Seu amor.
Os Noviços


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28 dezembro, 2012

VIGÍLIA DE ORAÇÃO COM SANTA TERESINHA





Após o início do noviciado, no 2 de Setembro de 2012, no dia 1 de Outubro, nós, os noviços, organizamos uma vigília de oração com Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, com os cristãos da paróquia de Avessadas e de Rosem.  

O tema desta vigília foi “Orar Com Santa Teresinha”. A vigília decorreu num dos claustros do convento. Neste ambiente tão propício para a oração e para o silêncio. O mundo de hoje não entende a oração, porque não entende o silêncio, não entende esse momento em que prescindimos das palavras, dos movimentos exteriores e interiores, em que descemos ao mais íntimo de nós mesmos, a esse espaço intimíssimo, onde, além de nós, nenhuma outra pessoa pode entrar. É nesse espaço mais íntimo que vemos quem somos, que vemos como somos, que nos apercebemos do rumo dos nossos passos, do sentido do nosso caminho. Só no silêncio é que podemos sentir e contemplar a Deus no nosso interior. 

O barulho do nosso dia-a-dia, muitas vezes, impede-nos de meditar. Não fazemos silêncio porque temos medo do silêncio, porque temos medo de ver quem somos, como somos; temos medo de que as nossas máscaras caiam e tenhamos que nos confrontar com a nossa pequenez, que tantas vezes mascaramos com soberbas e orgulhos; temos medo de perceber o sem sentido dos nossos passos; temos medo de ouvir as nossas palavras tantas vezes hipócritas; temos medo de ver que deixamos de olhar aqueles que mais nos amam; temos medo de sentir os impulsos de desamor do nosso coração. Eis que o silêncio se torna, assim, a mais eloquente melodia: a melodia dos nossos acertos e desacertos, das nossas harmonias e desarmonias. Indo mais profundo, descobrimos que o nosso coração, o nosso olhar e o nosso falar são chamados a mais, são convocados para “algo mais”, que não encontramos no decorrer habitual do nosso mundo. Mas, tantas e tantas vezes, este apelo a “algo mais” fica esquecido, como esquecida fica aquela pequena flor que um dia nos espantou. 

«A oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria; enfim, é algo de grande, de sobrenatural, que me dilata a alma e me une a Jesus» (História de uma alma, Ms C25 rº-vº).

Esta vigília encerrou com o evangelho de são Lc 11, 9-13 proclamado pelo Pe. Superior do Convento de Avessadas, Santuário do Menino Jesus. Este evangelho exorta-nos a orar ao Pai incessantemente, pois Ele sempre atende aqueles que se Lhe dirigem. Ele não deixa de enviar aos seus filhos o Espírito Santo, o qual nos ensina a orar e que ora connosco ao Pai, para que um dia cheguemos à perfeita união de amor com Deus, para que cheguemos a participar verdadeiramente da natureza divina.

Fr. Eugénio e Fr. Vitor

27 dezembro, 2012

Tomada de Hábito



Actualmente, está a decorrer no convento dos Carmelitas Descalços, em Avessadas, uma etapa de formação chamada noviciado. Esta etapa é uma experiência de vida religiosa para candidatos a esse mesmo estilo de vida. 

Apesar destes já terem passado por uma etapa de formação que os insere na vida religiosa, chamada postulantado, o noviciado marca o início da sua caminhada como religiosos. Ao final do noviciado, os jovens estudantes realizam a sua consagração a Deus e ao serviço ao próximo através dos votos simples. Estes são a promessa de manter durante toda a sua vida, como religiosos, os conselhos evangélicos.

O noviciado também é marcado pela forte formação espiritual dos candidatos e pela sua total integração na vida religiosa carmelita. Esta etapa tem início com uma cerimónia muito especial para os candidatos à vida religiosa, chamada Tomada de Hábito. Esta cerimónia consiste na recepção formal dos candidatos pelo Provincial da Ordem em Portugal. Nesta cerimónia, os noviços são revestidos com o hábito da Ordem dos Carmelitas Descalços.

Nós, os noviços que agora estamos em Avessadas em formação, recebemos o hábito no dia 2 de Setembro deste ano. Foi um dia muito especial para nós, pois tratou-se do início, pelo menos um início mais palpável, da nossa consagração a Deus. Ao sermos acolhidos pela Província Portuguesa OCD, fomos também acolhidos pela Virgem Maria, de quem trazemos agora o hábito. Com este ano de formação, preparamo-nos para nos consagrar a Deus e ao serviço da Igreja, fazendo parte desta família religiosa que é o Carmelo Descalço, adquirindo a sua herança espiritual, experiencial, histórica,...

O Pe. Provincial, o Pe. Joaquim Teixeira, nesta cerimónia, inspirado por uma passagem do livro de Samuel (3, 1-10), exortava-nos a nos deixar conduzir por aqueles que o Senhor da Messe pôs à nossa frente para nos ajudar a caminhar. E, neste sentido, procurou, ainda, demonstrar os benefícios de se deixar ajudar por aqueles que já têm experiência de resposta a Deus, por aqueles que já deram uma resposta a Deus e que vivem já numa crescente intimidade com Deus.


Noviços

26 dezembro, 2012

Retiro para a tomada de hábito.




O início do noviciado é marcado com a tomada de Hábito, mas antes da tomada hábito há um retiro de preparação para a nova etapa de formação que se começa. O grupo de noviços actual fez o seu retiro em Segóvia, no convento dedicado a S. João da Cruz, de 25 de Agosto a 1 de Setembro de 2012. Este retiro foi orientado pelo mestre de noviços, o Fr. Vasco.

Aproveitando a ida a Espanha, fez-se uma paragem na cidade natal (Ávila) da nossa fundadora Santa Teresa de Jesus. Assim, nós, os noviços, tivemos a oportunidade de conhecer esse espaço tão percorrido e tão cheio de lembranças da nossa Santa Madre. Visitamos alguns pontos mais importantes da vida de Teresa: a casa em que nasceu, a Encarnação (convento em que se tornou freira), S. José de Ávila (o primeiro convento da reforma/fundação dessa nossa vida da Ordem do Carmelo Descalço).

Esta paragem foi na ida para Segóvia. No regresso, a paragem foi em Alba de Tormes, local onde morreu Santa Teresa de Jesus, em Outubro de 1582, quando regressava a Ávila da fundação de Burgos. Em Alba de Tormes, visitamos o convento em que morreu a Santa e o primeiro convento Carmelita em honra de S. João da Cruz. O convento em que morreu Teresa é uma fundação da própria Santa e é lá que estão os seus restos mortais. Aqui também se pode encontrar um museu onde estão expostos vários objectos da época e até utilizados pela Santa.

O retiro teve como cenário um espaço que também nos é muito querido, como carmelitas que somos. Este convento de Segóvia foi fundado por S. João da Cruz e habitado por ele durante alguns anos. Em cada recanto do convento, cruzamo-nos com uma obra do seu tempo, algumas delas, provavelmente, feitas por ele. Enfim, respira-se no ar o espírito Sãojoanista, o desapego de tudo para chegar ao Todo, a contemplação da natureza como meio para chegar a Deus.
Neste ambiente SãoJoanista, o Pe. Vasco fez-nos uma apresentação dos objectivos do noviciado, dos métodos a usar e do programa a seguir (horário comunitário, programação das aulas, retiros, passeios, etc..) 

Após esta introdução, começámos o retiro propriamente dito. As reflexões que nos foram apresentadas iam na linha do sentir-se chamado a servir Deus e aos outros dentro e através do carisma teresiano. Teresa apresenta-nos o seu carisma baseado em três pilares centrais: oração, comunidade, apostolado. E apresenta-nos um conjunto central de virtudes que unem e alimentam esses três pilares carismáticos, a saber: "amor de umas(uns) para com as(os) outras(os)", "verdadeira humildade" (= "andar em verdade", perante si próprio e perante Deus) e "desapego de todo o criado" (liberdade). 
O Pe. Vasco apresentou-nos uma reflexão do carisma teresiano, pondo o acento na liberdade/desapego. Porque o "estar no mundo sem ser do mundo" é uma das partes mais difíceis de enfrentar na Vida Religiosa, mas que se torna fácil se, de facto, somos e nos deixamos ser apanhados pelo amor de Jesus.

Noviços

14 dezembro, 2012

"Quem sente em si a doença de amor, ou seja, a falta de amor, é sinal de que tem algum
amor, porque, pelo que tem, vê o que ainda lhe falta. Porém, quem não a
sente, é sinal de que não tem amor algum ou já chegou ao perfeito amor." (S. João da Cruz, C 12, 14)