15 janeiro, 2013

Vigília de Natal e comemoração de São João da Cruz




Para a vigília de oração com São João da Cruz pediu-se aos meninos da catequese que cada um viesse à festa com a almofada com que dorme. Este pedido despertou muita curiosidade não só nos meninos como em todas as outras pessoas que souberam. Foi uma semana de curiosidade e até mesmo de ansiedade.

Quando chegou o dia, as crianças apareceram em grande número, se calhar mais do que era esperado. A almofada foi o bilhete de entrada; ensaiou-se uma música com as almofadas, distribui-se uma vela por cada menino e, depois dos familiares e convidados terem entrado no santuário, entramos nós catequistas e os meninos. Lá dentro, tinha-se criado um cenário: bancos recuados nas laterais, luzes, música, velas em arranjos junto à passadeira e, no lugar dos bancos, espaços vazios que foram preenchidos pelos meninos sentados nas suas almofadas.

Deu-se início à vigília com dois jovens a discutir, um deles é afastado e a outra fica a lamentar o facto de ter tudo (um telemóvel, viagens, entre outras coisas ….) o que é bem material mas continuar a sentir-se só, abandonada. Então aparece Jesus na cruz e lhe mostra que não está sozinha. Depois, aparecem os Reis Magos que seguem a estrela que os levam ao menino Jesus. A jovem continua a questionar a sua fé e a presença de Jesus e é então que lhe fala São João da Cruz, que sempre dedicou a sua vida de sofrimento aos outros. Por fim, aparece-lhe um anjo. 

Pelo meio, foram-se cantando algumas músicas que envolveram todos os presentes. A vigília finalizou-se com o reconhecimento de que nunca se está só e que se pode dar muito de nós aos outros; basta acreditar. Por fim, os meninos acenderem as suas velas como símbolo da sua própria fé, cantaram e dançaram a música que anteriormente ensaiaram com as almofadas.

Para acabar a festa, realizamos um lanche com chocolate quente, chá, cafés, bolos, biscoitos, entre outras coisas que deram continuidade ao convívio entre as pessoas da paróquia, o que também superou as expectativas, pois foram bastantes as pessoas presentes.

Foi uma festa de Natal diferente de todas as outras, mas foi divertida, alegre e muito envolvente. 
Parabéns a todos quantos fizeram parte dela.



Catequista 
 Teresa Moura  

14 janeiro, 2013

Vigília com São João da Cruz


No dia 15 de Dezembro, aqui no Convento do Menino Jesus de Praga, desenrolou-se uma vigília de oração com São João da Cruz. Esta vigília foi concebida com a participação do grupo de jovens GPS para as crianças dos vários grupos de catequese da paróquia de Avessadas.

Ao longo da vigília, fomos entrando na experiência de Deus através dos ensinamentos de São João da Cruz. O homem, que se depara com o seu nada e com o sem-sentido da vida, orientado, simplesmente, para o materialismo, muitas vezes, dá-se conta do vazio que há em si. Umas vezes, ele procura encher esse vazio com mais e mais bens materiais, e, outras vezes, dá-se conta de que, por mais que se encha desses bens, nunca poderá preencher essa falta que leva dentro de si.

Há pessoas que, ao dar-se conta deste vazio, compreendem que há Alguém que as pode preencher, compreendem que estão vazias, porque esse lugar pertence a Alguém que é quem dá sentido à existência humana. Muitas das experiências de fé começam, precisamente, pelo dar-se conta de se ser incompleto. Muitas pessoas sentem-se, realmente, tocadas por Deus neste vazio existencial e saem ao Seu encontro.

São João da Cruz propõe-nos um caminho espiritual semelhante. Entremos dentro de nós e vejamos como estamos ocos, como nos falta algo e dediquemo-nos a procurar Deus, o único que pode dar sentido a esse vazio. Esta busca tem que se dar pela oração e pelo esforço humano de melhorar o que é a acção, sempre com o intuito de ir ao encontro dos outros, que clamam por nós, que clamam por ajuda.

A oração é uma relação que se estabelece com o próprio Deus, relação que nos leva a encontrarmo-nos a nós mesmos, relação que nos leva a sair de nós para ir ao encontro das necessidades do outro, relação que nos leva a ser verdadeiramente humanos, a ser aquilo para que fomos criados: seres livres e em comunhão com Deus.

Noviços


13 janeiro, 2013

Estes são os meus filhos

"Aquele que é sem pecado coloca-se entre os pecadores para fazer-se baptizar, para  cumprir este gesto de penitência; o Santo de Deus une-se a quantos se reconhecem necessitados de perdão e pedem a Deus o dom da conversão, isso é, a graça de voltar-se a Ele com todo o coração, para ser totalmente seu. Jesus quer colocar-se do lado dos pecadores, fazendo-se solidário com esses, exprimindo a proximidade de Deus. Jesus mostra-se solidário connosco, com o nosso esforço de nos convertermos, de deixar os nossos egoísmos, de separar-nos dos nossos pecados, para dizer-nos que, se O aceitamos na nossa vida, Ele é capaz de levantar-nos e nos conduzir a Deus Pai. E esta solidariedade de Jesus não é, por assim dizer, um simples exercício da mente e da vontade. Jesus imergiu-se realmente na nossa condição humana, viveu-a até o fim, excepto no pecado, e é capaz de entender a fraqueza e a fragilidade. Por isto Ele se move pela compaixão, escolhe “sofrer com os homens”, fazer-se penitente junto a nós. Esta é a obra de Deus que Jesus quer cumprir: a missão divina de curar quem está ferido e remediar quem está doente, tomar sobre si o pecado do mundo."




"Queridos irmãos e irmãs, o que acontece no Baptismo que daqui a pouco administrarei às vossas crianças? Acontece propriamente isto: serão unidos de modo profundo e para sempre com Jesus, imersos no mistério deste seu poder, isto é, no mistério da sua morte, que é fonte de vida, para participar da sua ressurreição, para renascer a uma vida nova. Eis o prodígio que hoje se repete também para as vossas crianças: recebendo o Baptismo, renascem como filhos de Deus, participantes da relação filial que Jesus tem com o Pai, capaz de dirigir-se a Deus chamando-O com plena segurança e confiança: “Abbá, Pai”. Também sobre as vossas crianças o céu está aberto, e Deus diz: estes são os meus filhos, filhos da minha complacência."



Papa Bento XVI, 
Homilia  na Celebração Eucarística  do Baptismo do Senhor,
13 de Janeiro de 2012


11 janeiro, 2013

Encontro de Noviços: passo a passo (V)



"Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai." (Jo 15, 15)