03 fevereiro, 2014

A rapariga que roubava livros



Título original: The book thief
Realizador: Brian Percival
Com: Sophie Nélisse, Nico Liersch, Emily Watson, Geoffrey Rush
Género: drama, guerra
Outros dados: 2013, cores, 131min, EUA, Trailer

Sou um sortudo por poder escrever sobre um dos filmes mais bonitos e marcantes que alguma vez vi. As relações de amizade desenroladas, a grande interpretação de Geoffrey Rush e a banda sonora composta pelo eterno John Williams são algumas das belezas deste filme.

A Rapariga que Roubava Livros baseia-se no bestseller de Markus Zusak e tem a sua acção na Alemanha, durante a II Guerra Mundial. O enredo é narrado pela própria morte, que nos conta a história de uma rapariga, Liesel Meminger, que lhe captou o interesse. Liesel, filha de uma comunista perseguida pelo regime Nazi, é entregue a uma família de acolhimento alemã, composta por Rosa e Hans. Rosa é uma mulher fria e pouco alegre enquanto que Hans, pelo contrário, é um homem bastante amável e bondoso.

Hans, homem culto, descobre que Liesel não sabe ler nem escrever e decide então ensinar-lhe o abecedário. A rapariga vai alimentando o seu gosto pela leitura ao mesmo tempo que conhece o pequeno Rudy, com quem cria uma forte amizade. É uma amizade que comove. Os pequenos gestos, filmados com um especial encanto, como a alegria que os dois demonstram quando brincam.

Tocou-me muito a amizade nascida e construída entre cada uma das personagens. É engraçado verificar que são as suas coesas relações que lhes dão a esperança, em tempos de crise. Não estará na altura, de confiarmos verdadeiramente nas pessoas que mais querem o nosso bem, para ultrapassarmos os momentos difíceis?

Este é um filme que nos faz pensar sobre as nossas amizades e sobre como usar as nossas qualidades para afastar a escuridão. Temos muito medo da morte, do desconhecido, mas a bondade presente em cada um de nós e a vontade de amar cada vez mais ajudam-nos a relativizá-la. Se calhar não somos nós que somos assombrados pela morte, mas é ela que é assombrada por todos nós...

António Oom Costa, in http://www.essejota.net/

31.01.2014


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